Arquivar por categoria artigos

COMO SER VOLUNTÁRIO

img_voluntario

É sabido que o terceiro setor, além de representar cerca de 5% do PIB brasileiro (http://www.pnud.org.br/gerapdf.php?id01=1889%20), movimenta uma grande quantidade de voluntários. Mas o que faz um voluntário? Por que ser um? Como ser? Essas são dúvidas freqüentes de nossos parceiros e pessoas interessadas em colaborar com o Ipê Cultural.

Vamos à explicação.

Primeiramente, pelo próprio significado do termo “voluntário”, a pessoa tem que querer ser voluntária, identificar-se com algum projeto e doar um pouquinho do seu tempo. Portanto, não existe voluntário remunerado, pois não há uma relação de emprego; mas sim, doação de suas habilidades, de seu tempo. Muito interessante e pertinente essa definição das Nações Unidas “o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte de seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos…”

Identificou-se com algum projeto? Como ser voluntário?

Simples, basta você entrar em contato com a Instituição e, a pessoa responsável encaminhará algumas perguntas, poderá marcar entrevistas. Aqui no Ipê Cultural, nós sempre gostamos de conversar pessoalmente com nossos futuros voluntários para entendermos quais são seus interesses, apresentarmos nossos projetos e parceiros.

Realmente é o que você quer fazer durante algumas horas da sua semana? Parabéns! Agora é hora de assinarmos o “termo de adesão ao serviço voluntário”. No ano de 1998, a lei nº.: 9.608 veio para regularizar esse tipo de atividade ao prescrever que as atividades voluntárias não geram vínculo empregatício, trabalhista ou previdenciária entre as partes. Ou seja, o voluntário não recebe remuneração pela sua atividade, pois para a lei trabalhista existem alguns fatores que geram esse vínculo (pessoalidade, subordinação, onerosidade, continuidade), o que não ocorre com o serviço voluntário (podemos falar sobre isso num outro post, pois caso contrário, esse ficaria enorrrrrmmeeee).

Com a assinatura do termo de adesão, o que antes era apenas uma vontade transforma-se em realidade e possibilidade de melhoria para a educação, cultura, meio ambiente….

No próximo post falaremos mais sobre a lei 9.608/98.

Abraços verdes,
Equipe Ipê Cultural

Nenhum comentário.

Novo Código Florestal

Hoje não conseguirei escrever sem mostrar meu descontentamento com a aprovação do novo código. Nos vários noticiários relatam que Dilma irá usar seu poder de veto para impedir propostas que não protejam o meu ambiente. Bom, vamos acompanhar os acontecimentos para ver até onde os adeptos do novo código vão conseguir chegar.

Meu descontentamento se remete a questão de o assunto ser tão polêmico a ponto de ser necessário mais estudos para chegar a uma conclusão justa.
Infelizmente a nossa cultura de devastar o que temos em busca de desenvolvimento é histórica. É hora de evoluir e parar de colocar a culpa do desenvolvimento na natureza. O desenvolvimento econômico deve andar junto com a natureza e não contra ela, senão ele próprio se anula.

É necessário que tenhamos comida na mesa, mas devastar não é o caminho.

Acredito que a culpa do pequeno produtor rural não conseguir se desenvolver da forma que espera não seja do meio ambiente, mas sim das políticas econômicas no qual não só eles, mas toda a sociedade está inserida. É possível desenvolver ações pelas quais o pequeno produtor possa produzir com qualidade e com tecnologias limpas, cuidando da própria água e do solo que são fundamentais para sua produção e saúde de quem consome o alimento. E ainda dar a possibilidade dele conseguir colocar seu produto no mercado e ser valorizado por isso.

Quanto ao grande produtor, as dificuldades que enfrenta são diferentes da do pequeno produtor. Creio que ele tem a possibilidade de preservar os recursos que usa para sua produção, pois não será a preservação das áreas de APP’s que o levarão a falência. Não estou dizendo para dar preferência para um ou para outro, mas sim de criar possibilidades do pequeno produtor também se desenvolver, pois isso não é um problema ambiental é social. Mesmo porque tratar com igualdade desigualdades abissais chega a ser uma ironia. Dessa forma todos produzindo, conseguiremos movimentar a economia e também levar comida à mesa do cidadão brasileiro.

Faço aqui menção ao alimento porque o primeiro objetivo do milênio, de acordo com os países que compõe a ONU, é acabar com a fome.Creio que o problema do desenvolvimento não seja o meio ambiente, mas os chamados “entraves políticos” e a desigualdade social. Porém, estas são questões que ninguém quer discutir.

Codigo_Florestal_Correio_Braziliensejun2010

Abraços verdes!
Caroline Morais

Nenhum comentário.

Nossa atuação

sociedadeTodos os interesses de uma sociedade obedecem a uma esfera política e isso não é diferente para as ONG’s. O Instituto Ipê Cultural está presente em dois conselhos como membro suplente (CODEMA e Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari) e como Coordenador da Câmara Técnica de Esgotos no CISAM, participando também do grupo de estudos do COPAM, no qual o representante neste conselho é a OPA – Organização para Proteção Ambiental.

É muita coisa a ser explicada sobre esses órgãos, mas deixo hoje no blog apenas um pequeno esclarecimento. Hoje o Ipê atua nesses quatro órgãos sob a minha representação. É necessário ter muita responsabilidade e comprometimento, pois representamos os interesses da sociedade. Ao mesmo tempo é bastante gratificante, pois vemos as propostas da sociedade tomando forma no território de influência desses órgãos.
Vou tentar resumir o que é cada um:

CODEMA (Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental) -
tem por finalidade ser um órgão colegiado autônomo, normativo, deliberativo e consultivo , encarregado de assessorar o poder público municipal em assuntos referentes à proteção, conservação, defesa, equilíbrio ecológico, melhoria do meio ambiente e ao combate às agressões ambientais em toda a área territorial do Município de Uberlândia-MG.

COPAM (Conselho Estadual de Política Ambiental) – criado em 1977, é um órgão normativo, colegiado, consultivo e deliberativo, subordinado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD. Tem por finalidade deliberar sobre diretrizes, políticas, normas regulamentares e técnicas, padrões e outras medidas de caráter operacional, para preservação e conservação do meio ambiente e dos recursos ambientais, bem como sobre a sua aplicação pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, pelas entidades a ela vinculadas e pelos demais órgãos locais. São considerados órgãos locais os órgãos ou as entidades do Poder Público Municipal cujas atividades estejam associadas às de proteção e controle do uso dos recursos ambientais.

CISAM (Conselho Intermunicipal de Saneamento Ambiental) - É um conselho de caráter consultivo composto por Municípios da área de jurisdição da AMVAP, garantida a participação de outros Municípios do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Os representantes das áreas de Água, Esgoto, Resíduos Sólidos, Drenagem Pluvial e Controle de Vetores são indicados e credenciados pelos Prefeitos.

Comitê da Bacia Hidrográfica – No nosso caso, comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari (CBH – Araguari).
Comitê de bacia é um organismo criado pela Lei Federal 9.433, de janeiro de 1997, cuja função é a de congregar órgãos do Poder Público e da Sociedade Civil, para planejar o uso dos recursos hídricos na área de abrangência da bacia. Não é um órgão estatal, nem é uma ONG. Constituído em igual número por representantes governamentais e da sociedade, é um verdadeiro parlamento das águas. Ali estão representados os usuários de recursos hídricos, as instituições de ensino e pesquisa, as ONG’s com atuação na área de recursos hídricos, as empresas operadoras de sistemas de saneamento, as Prefeituras da bacia e os órgãos estaduais com interface de atuação e, recursos hídricos. Os comitês de Bacia podem ser de âmbito Estadual ou Federal, dependendo da bacia hidrográfica de sua área de atuação. Uma bacia hidrográfica é de domínio estadual quando toda sua extensão se localiza dentro de um único estado da Federação, como é o caso da Bacia Hidrográfica do Rio Araguari.

Abraços verdes!

Caroline Morais

Nenhum comentário.

artigo: Tecnologia, cultura e meio ambiente

“Tecnologia, cultura e meio ambiente”

É incrível o que o homem é capaz de desenvolver para aprimorar cada vez mais instrumentos que atendam suas necessidades, do básico ao supérfluo. A sinergia entre as várias tecnologias que dispomos e desenvolvemos a cada dia, poderá melhorar o cenário atual da degradação ambiental. É certo que junto às tecnologias, podemos afirmar que a cultura da população é fator preponderante no desenvolvimento e manutenção da mesma. O fator cultural indica o modo de vida, logo a forma como essa população se identifica e atua no meio em que vive.

 Ouve-se muito falar em substituição das tão danosas sacolas plásticas. Em um passado não muito distante, buscávamos nossas compras em sacolas levadas de casa ou embalagens de papel e caixas de papelão. A tecnologia desenvolveu os práticos descartáveis e agora estamos de frente à contradição: teremos que diminuir o uso, mas a quantidade que vai para o meio ambiente é tão grande, que nem as chamadas sacolas biodegradáveis irão resolver em tempo hábil esse problema. Teremos que alterar o costume novamente, enquanto isso as pesquisas tecnológicas buscam cada vez mais alternativas de melhoria como plásticos a base de matéria prima de origem vegetal, os quais ganham características de degradabilidade, biodegradabilidade, compostabilidade e/ou hidrossolubilidade. Se a consciência do consumidor muda, o mercado obrigatoriamente irá mudar.

 No Brasil, em alguns estados e cidades, como Belo Horizonte, já é previsto em Lei a substituição do uso de sacolas plásticas convencionais por sacolas ecológicas em estabelecimentos comerciais, gerando multa em dinheiro, interdição do estabelecimento, cassação do alvará de localização e funcionamento de atividades, para o não cumprimento da Lei.

 A Europa é líder mundial nas tecnologias chamadas de “eco-eficiente”. Essa nova visão aparece a partir do momento que o homem se encontra com a necessidade de melhorar a qualidade do meio ambiente em que vive. E essa necessidade agrega-se ao modo de vida atual de certo núcleo populacional, o que altera a cultura local, e consequentemente regional, nacional e global.

 O que se passa na mídia muda também, a partir do momento que as características comportamentais da população mudam, ou seja, a mídia é espelho do que as pessoas procuram. A tomada de consciência da população frente às questões ambientais, leva à procura de meios que atendam a necessidade atual de melhoria ambiental. As pessoas passam a procurar esses mecanismos e vemos isso nos novos cursos nas Universidades, na adequação da legislação, criação de novas leis, no aumento de vagas no mercado de trabalho para profissionais em áreas ambientais específicas ou com formação peculiar para certos tipos de necessidades das indústrias e das empresas.

 O mundo passa a desenvolver tecnologias para tal, porém está aquém da necessidade presente, o que nos remete à urgência em se manter uma sinergia entre as tecnologias desenvolvidas para se chegar a um resultado no mínimo eficaz.

Caroline Moraes

 

** Neste mês de março, na revista Cult, tem artigo do Instituto Ipê! Não deixem de ler “Reciclagem de Conceito”…

Nenhum comentário.